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José da Silva Mafra.
Filho de José da Silva Mafra e Dona Luiza Rosa de São José, nasceu na
freguesia de N.S das Necessidades e Santo Antonio, na Ilha de Santa Catarina
à quatorze de janeiro de 1788.
Aos treze anos ingressou no Regimento de Linha da Ilha de Santa Catarina.
Cursou a Escola Regimental, onde aprendeu não só as primeiras letras como
também aritmética e geometria.
Tomou parte nas batalhas que se travaram no Rio Grande do Sul. Participou da
invasão da Guiana, como represália à invasão francesa de Portugal. Alcançou divisas
de Cabo-de-Esquadra, Furriel e Alferes.
Portou-se com distinção no ataque ao forte Diamand, até a capitulação dos
franceses, por ser o único oficial da expedição que conhecia a língua
francesa. Foi Secretário do Governo durante a ocupação de Caiena, e
agraciado com a medalha comemorativa instituída por Dom João VI de Portugal.
Aos trinta e dois anos retornou ao Brasil e foi promovido a Sargento-Mor,
assumindo a Fortaleza de Santa Cruz do Anhatomirim, e ficou sendo comandante
militar da Vila de Laguna. Por determinação, embarcou para Lisboa, e
coube-lhe o lugar de suplente como representante na Corte. Voltou em seguida
para o Brasil onde lutou pela causa da Independência. Em 1822 foi promovido
para tenente-coronel aos trinta e quatro anos de idade.
Reformado do serviço ativo do Exército, voltou à sua terra natal, exercendo
o cargo de secretário da Presidência da Província. Desiguinado Juiz
Municipal de Porto Belo em 1834.
Filiado ao partido Liberal concorreu à eleição para Assembléia Provincial,
elegendo-se em quinto lugar. Concorreu às eleições para Câmara de Vereadores
de Porto Belo em 1836, elegendo-se Presidente por ser o mais votado. Ocupou
cargo político até 1849.
Proprietário de muitas terras, em diversos locais do município entre elas
havia uma fazenda no Trombudo e toda a extensão de terras da Praia da
Sepultura (Bombinhas) até a Ponta das Garoupas (Porto Belo), onde criava
animais, e dono de muitos escravos.
Faleceu aos 83 anos, em junho de 1871.
Sendo uns dos pioneiros com posses de terra, principalmente na região de
Bombas e Bombinhas, deixando aqui mais de 100 descendentes diretos. Talvez,
o que não podemos afirmar com certeza porque some com a memória no tempo,
assim tenha começado Bombinhas...
Fonte: Pesquisa realizada pelo O
Açor, em 1999, Ed. nº1 - No Arquivo Histórico de Itajaí/ Porto Belo sua
história e sua gente(Dieter Kohl) |