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A
vida açoriana, isolada nas ilhas no meio Oceâno Atlântico, favoreceu a
preservação de certos arcaísmos lingüísticos, dos séculos XV e XVI,
transportados à Santa Catarina e ainda hoje encontrados no linguajar de
nosso povo:
“Num méti a catâna nela
que te invareto pra casa no carcanho”
(Catâna – falar mal de
alguém)
(Carcanho - correr, ir
a pé.)
“Visse, visse o codipati?”
(Viu o que dei pra você)
“Quando o Deca tá bebo
demais ele amôa.”
(amoado – quieto,
ajojado)
“Tão tudo escovando
aribú.”
(desempregado, numa
pior)
“O adenvogado das Bomba
é qui vai avaluá tudo pra nóis.”
(o mesmo que avaliar)
“Onodi um sipuada
naquele estepô , porpouco.”
( eu não dei um tapa)
“Táis tolo, táis? Nessa
te rabeite todo”
(te enganei)
“Já vais amarrá a poita
no Bar do Néca, vais?”
(o mesmo que demorar,
ficar)
“Te aprecata mandrião ô
vais dá com os córno no Costão”
(vai quebrar a cara)
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